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25 outubro 2013

Benevolência e seleção

Não são poucas as vezes que deixamos de encontrar retribuição à dedicação que atribuímos a outrem. Igualmente não raras são as decepções que ocorrem quando pedimos que alguém a quem tanto ajudamos nos faça um simples favor. Essa a razão pela qual o simples é fazer o bem sem esperança de retorno, pois, esta é a verdadeira prática do amor. Deixar de esperar que sejamos favorecidos é colocar-nos em posição cômoda perante nós mesmos. Quando, todavia, somos beneficiados por quem ajudamos isto significa que a pessoa mereceu duas vezes o que fizemos: a primeira por merecer nosso favorecimento e a segunda por ser grato e nos favorecer. Se, todavia, não nos chega uma retribuição nem por isto devemos deixar de ser útil. Nossa vida vale pela utilidade que dela fazemos. Quando recebemos ingratidão devemos é ter pena de quem a pratica, pois, não só está a negar o verdadeiro objetivo da vida como reduz a possibilidade de voltar a receber atenção. Tantas são as pessoas que existem no mundo para receberem nossos favores que não devemos perder tempo com quem não os merece. A própria benevolência, portanto, admito deva ser seletiva, considerada a nossa limitação e a quantidade de pessoas carentes que existe. O bem deve ser a nossa meta, mas, será tão melhor aplicado quanto for a qualidade de quem o recebe. A energia que dimana do bem praticado tem retorno assegurado e nem sempre este vem através de quem beneficiamos, mas, tenderá a ocorrer se selecionamos por mérito quem deve ser objeto de nossa atenção. Sempre precisamos de todos e todos precisam sempre de nós de alguma forma. Há, todavia, quem nos ajude sem esperança de retorno e quem conosco se preocupe. Aos referidos, sim, devemos desdobrar-nos em atenções e retribuições, jamais fazendo cobranças ou requerendo a repetição do bem recebido. Importante é procurar dentro de si mesmo o recurso que se precisa para existir. É óbvio que sempre dependeremos de alguém, mas, melhor que nunca seja como cobrança de um bem praticado ou esperança de que alguém esteja voluntariamente ao nosso dispor. Mesmo sendo generosos corremos o risco da ingratidão. Não são poucas as pessoas que recebendo nossos favores se esquivam de ser úteis a nós quando a elas requeremos algo. Alexandre, o grande, foi um homem sobejamente pródigo com os amigos, mas, mesmo assim, recebeu traição, inveja e ingratidão. Preocupou-se o soberano em sempre retribuir o bem recebido e aquinhoar a quem merecia favorecimentos, mas, nem sempre de volta teve reconhecimento e lealdade. Existem, todavia, seres que são dignos, éticos, competentes para retribuírem o que recebem de afeto e ajuda; a estes devemos valorizar e renovar sempre benefícios porque se fazem merecedores de nossos esforços e considerações. Aos que nos desapontam, entretanto, não devemos revidar, nem odiar, mas, preciso é considerar que outro apoio não convém os dar, pois, dispomos de um só tempo e este deve ser atribuído a quem deveras merece. Creio, pois, que quem não tem capacidade para ser grato não deve ter prerrogativa em face da bondade, pois esta é uma forma de agir de forma justa.
Agradeço a Deus por fazer parte da minha vida. Te Amo