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26 outubro 2013

Nós e nossos filhos – Cuidando da herança do Senhor

A Bíblia nos diz que os filhos são herança do Senhor e é impressionante como esta herança, quando chega, nos apaixona e atrai. Depois do nascimento dos filhos, os pais passam a viver pensando neles, planejam suas vidas e se esforçam para que tudo aconteça de maneira a não atrapalhar a felicidade, saúde e o bom futuro deles. Acontece que os filhos são seres que nascem para ser independentes e, por mais que não queiramos considerar esta verdade, ela vai se impor e nos convidar a uma peleja muitas vezes dolorosa, onde de um lado o filho tenta se desvincular para ganhar autonomia e do outro os pais tentarão de tudo para que isto não aconteça, ou pelo menos tentarão retardar esta autonomia.O problema, neste caso, é que dificilmente os pais julgam que os filhos já estejam prontos para viverem longe deles. Aprendemos que os filhos devem respeitar os pais, isto é verdade, mas para que o relacionamento, criação e partida dos filhos transcorram de forma adequada e satisfatória, os pais também precisam respeitar algumas coisas em relação aos filhos… 1- Respeite a vocação-“Instrui o menino no caminho em que deve andar…”. Há pais que querem realizar nos filhos os seus desejos profissionais, investem em seus estudos com uma grande expectativa de que eles serão aquilo que os pais querem. Ou seja, querem instruir os filhos nos caminhos deles, dos pais. Isto tem gerado muitas frustrações nos pais e também em filhos que, muitas vezes, se tornam o profissional dos sonhos dos pais e, não obstante alguns conseguirem uma carreira promissora e bem remunerada, a felicidade não os acompanha nesta carreira.Os filhos devem ser o que nasceram para ser, cada um recebe de Deus um plano, uma história, o papel dos pais é estar atentos para perceberem a vocação dos filhos e apoiá-los na direção certa, no caminho certo, assim, “… até quando envelhecer, não se desviará dele”. 2- Respeite a individualidade- Não os compare com os outros, veja cada filho seu como um indivíduo. As comparações não fazem bem, cada um nasceu para ser ele próprio. 3- Respeite a liberdade-Não os manipule como se fossem um aparelho com controle remoto, deixe-os se descobrirem e aprenderem a se relacionar com eles mesmos e com o meio onde se desenvolvem. Certifique-se apenas de que eles estão em segurança, de resto, dê-lhes a chance de aprenderem a se tornar independentes. 4- Respeite o esforço que precisam fazer para se tornarem fortes-Um dos cuidados que os pais devem ter é o de não facilitarem muito as coisas para os filhos. Há pais que dão tudo prontinho nas mãos dos filhos, carregam-nos como objeto de cristal de um lado para o outro, não permitem que passem por apertos onde tenham que se esforçar para vencer desafios. É como a história do homem que ao ver uma borboleta se esforçando para sair do casulo, quis ajudá-la puxando-a para fora. A borboleta saiu, mas não sobreviveu, porque não desenvolveu a musculatura que o esforço para sair do casulo lhe proporcionaria. Há filhos que estão se tornando “borboletas aleijadas” por conta da super proteção dos pais. 5- Respeitem a necessidade deles de terem limites indicados pelos pais Os filhos nascem prontos para serem qualquer coisa. Desenvolvem uma curiosidade para conhecer tudo ao redor. Os limites indicados pelos pais garantem que não vão explorar áreas perigosas que podem colocar seu futuro e até suas vidas em risco. 6- Respeitem a necessidade deles de terem pais com autoridade A autoridade dos pais serve para assegurar aos filhos o desenvolvimento de boa conduta social, ética, além da disciplina. É no lar que se educa. A sociedade se organiza com leis, disciplina e respeito, e é em casa que o treinamento para esta conduta social acontece. Pais que não exercem autoridade sobre os filhos os impedem de desenvolver a capacidade de conviver na sociedade de forma ajustada. 7- Respeitem a necessidade deles de desenvolverem conhecimento sobre o Deus que os criou e que deseja salvá-los O valor de Deus para os filhos será o que os pais demonstrarem que Deus tem. Só que esta demonstração deve ser com a vida e não apenas com palavras. Pais que falam sobre Deus mostram conhecimento a respeito dele; pais que revelam Deus em seus atos ensinam o verdadeiro valor dele aos seus filhos. 8- Respeitem a necessidade que eles têm de aprender sobre uma boa vida conjugal Isto se faz investindo no casamento. Homens e mulheres que se preocupam em tratar bem o cônjuge, com respeito, amor, dedicação, carinho, companheirismo, amizade e atenção, além de construírem um casamento que lhes dê satisfação e segurança, dão aos filhos uma enorme contribuição para que eles também saibam construir, no futuro, seus próprios casamentos. 9- Respeitem o momento da partida deles Os filhos nascem, crescem e precisam continuar suas vidas formando suas próprias famílias. Os pais precisam abençoar seus filhos despedindo-os com alegria para que sigam seus caminhos quando adultos. Há pais que desenvolvem um doentio sentimento de posse sobre os filhos, o que dificulta a partida deles em direção às suas próprias conquistas como adultos. Alguns pais, inconscientemente ou não, fazem chantagem quando chega a hora do filho sair de casa; o resultado deste comportamento equivocado é o de muitos filhos partindo para a vida adulta e levando consigo uma falsa culpa em relação aos pais. Muitos levam um sentimento de abandono dos pais e este sentimento tende a dificultar uma boa harmonia conjugal destes filhos com seus respectivos cônjuges. “Deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e serão ambos uma só carne”. Para cada fase da vida dos filhos existe uma maneira de relacionamento deles com os pais. O mais importante, porém, em qualquer fase, é que eles sejam tratados com equilíbrio. Nem aprisionando como se fossem animais irracionais, nem os liberando abandonados à própria sorte. E quando os filhos cometem erros? Os pais devem praticar o genuíno amor pelos filhos, ou seja, independentemente do erro cometido pelo filho (e todos nós os cometemos), a porta do perdão, da reconciliação, do recomeço e do acolhimento deve estar sempre aberta. Diante dos erros dos filhos, os pais não devem ser do tipo que dá uma segunda chance, mas sim do tipo que nunca desiste. Perdoar não significa apoiar o erro, mas sim renovar a oportunidade para corrigi-lo. Os pais devem manter a porta de acesso dos filhos a eles sempre aberta. Não concordar com os erros não é sinônimo de abandonar, “dar um gelo” ou ficar sem falar com o filho. Devemos nos lembrar que os pais são os escolhidos por Deus para ensinar, então devem ensinar de forma certa. Os pais devem ser como Deus é, ou seja, alguém sempre amoroso, compassivo e perdoador. Alguns pais falam muito de Deus para seus filhos, mas se parecem pouco com Ele. Isto cria mais confusão do que esclarecimento, mais distanciamento de Deus do que aproximação dele. Finalmente, quero lembrar que o tempo de amar os filhos e estar perto deles é hoje, pois eles crescem rapidamente. Cada dia é importante. Caminhe em direção a seu filho, descubra o que ele está pensando e sentindo, surpreenda-o com um gesto de carinho e amor. Não seja apenas um cobrador do cumprimento das regras, os filhos não são robôs, são herança do Senhor, eles têm sentimentos. Nascem prontos para serem qualquer coisa e é o comportamento dos pais que vai contribuir para que sejam a coisa certa. Ore sempre pelos seus filhos. Interceda por misericórdia, proteção e transformação. Lembre-se de que se os filhos são herança do Senhor, Ele estará sempre pronto a nos ajudar a dar conta desta preciosa e apaixonante herança. Bethinha Andrade